quinta-feira, 17 de maio de 2012

Washington DC

Acordei cedo e me despedi do Juliano e família, ali em Maplewood. Trem para Manhattan. Apenas caminho por dentro do metrô e saio na estação rodoviária, na 42nd Street. Ainda dá tempo de dar uma voltinha pela rua, comprar um suco de vegetais e voltar para as 4 horas até Washington DC. Há muitos carrinhos que vendem comida em NYC.

Fast food!
Com apenas uma parada, finalmente chego a Washington DC. O clima bom: quente e com o céu azul. Andando até o metrô, me deparei com a American Psychological Association! Nem acreditei! Entrei e comprei um dos manuais para publicação de artigos.

APA
O metrô é bem diferente de NYC. Em DC paga-se pelo trecho andado. E é bem caro. Eu só andei poucas estações e nem saiu um absurdo. Mas se fosse percorrer mais estações, sairia uma grana! Os trens são modernos e as construções também.

Washington DC Subway
Vou até o Duo Hosteling, onde eu havia reservado 2 noites. Estava com medo que fosse tempo insuficiente. Assim que chego, já vou logo tratando de fazer amizade com outros mochileiros. Isso é o que me agrada de ficar em hostel: conhecer gente do mundo todo, cada um com sua história de viagens. Um alemão na estrada há alguns meses, após fazer trabalho voluntário. Uma francesa conhecendo a América inteira. Uma australiana que veio estudar. Duas coreanas que estavam de intercâmbio. Um holandês viajando pelos EUA. Adoro essa diversidade!

Duo Hosteling
Sul coreanas
Assim que deixo minhas coisas, combino com o alemão de andarmos pela cidade. O hostel é bem próximo dos principais prédios da cidade, onde estão a casa branca, o capitólio e outros palácios pitorescos. Fomos andando e fui me dando conta que DC tem ruas largas e arborizadas. As pessoas se vestem bem. Não vi vendedores ambulantes e nem carrinhos de lanche. Tudo parecia muito arrumado e de alto nível. Tanto é que o alemão achava que tudo era caro em todas os estabelecimentos, sem mesmo querer entrar. A cada quarteirão andado, um lugar diferente. São muitos memoriais, prédios federais, museus. Nessa primeira tarde de caminhada, passei pelo lado de trás da casa branca e do capitólio. O alemão não era muito de explorar as coisas. E também não queria tirar fotos pra mim com boa vontade. Nesse dia, tudo bem. Nos demais, dispensei a companhia europeia. A impressão que tive de andar em DC era de estar em Roma! Depois, uma amiga me contou que durante a construção da cidade, seus idealizadores se inspiraram na filosofia antiga dos gregos e romanos, para se contrapor ao pensamento inglês.




White House

Correios



Capitólio (de costas)






FBI
Nesse primeiro dia, andei um tanto e até cansei. À noite, saímos eu, o alemão e a francesa (Benedicte), que era bem gente boa. Como eu estava cansado e tudo fechava cedo, fui dormir cedo. No dia seguinte, montei um itinerário para que pudesse visitar os principais prédios do governo e alguns museus. E assim foi. Logo cedinho iniciei a jornada. Claro, passando pelos prédios conhecidos e museus. Primeira parada, o Capitólio. Em seguida, Supreme Court e a National Public Library. No Capitólio à uma visita guiada, mas não se pode entrar com água ou alimentos. Achei que ia perder essa. Mas, na corte suprema me deixaram passar. E na biblioteca também. Desta última, há um túnel que interliga-a ao Capitólio. E, de repente, descubro que há um guarda volumes grátis ali dentro da biblioteca! Eu, brasileiro que dá um jeitinho em tudo, deixo minhas coisas ali, pego o túnel e consigo visitar o Capitólio! Lá dentro há estátuas, uma visita guiada contando a história dos presidentes norte-americanos. E também conta desde a Conquista e colonização. O extermínio dos povos nativos. O orgulho de ser um país que preza pela liberdade e pela guerra. A luta pela paz é a contradição explícita daquela nação. A paz se alcança pela paz, não pela força.





Capitólio
Estátua no topo do Capitólio
Supreme Court
Supreme Court
Supreme Court
Supreme Court
Public Library
Public Library

Public Library
Public Library

Túnel entre a Biblioteca e o Capitólio
Capitólio
Capitólio
Capitólio
Capitólio
 Essa caminhada me levou a manhã toda. Já com fome, vou em busca de uma sombra para comer o meu lanche e frutas comprados no supermercado ao lado do hostel. Quando de repente avisto o Jardim Botânico da cidade! Bem ao lado do Capitólio. E me encanto com todas aquelas flores. Levei um tempo para ver e fotografar todas. A fome até que passou por um tempo. Fui almoçar na praça em frente, mantida pelo Jardim Botânico, também com belas flores e um clima bem agradável.

Botanic Garden
Botanic Garden
Em seguida, fui me dirigindo aos famosos "smithsonian museums", que são todos de graça e cada um é de um assunto diferente. Eu escolhi dois principais: American Indian Museum, Air and Space Museum. O primeiro contava a respeito dos indígenas de toda a América. Super legal o museu. Não é muito grande. Já cheguei com ele quase fechando. Mesmo tendo menos de 1 hora para explorá-lo, foi o suficiente. Conta do massacre pelos conquistadores. A ruina dos povos por três motivos principais: melhores armas (espada), as doenças que dizimaram a maioria dos nativos, a desorganização política. O que mais me choca é saber que 900 espanhóis derrubaram o império Azteca. Com o auxílio de 200.000 indígenas das tribos rivais. Esses europeus sabiam causar intrigas. A parte do museu que mais gostei foi a que conta da cosmologia de 7 povos do continente. Muitíssimo interessante.

American Indian Museum
American Indian Museum
American Indian Museum
American Indian Museum
Sai e fui logo ao museu ali próximo, da aviação, guerras e da conquista do espaço. Os norte-americanos se orgulham de seus aparatos de guerra. Essa parte eu passei bem rapidamente. Me interessei mais pela tecnologia espacial. Há satélites e informações interessantes a respeito dos planetas e das descobertas de novas tecnologias aero-espaciais. É um museu mais pra jovens, eu diria.

Air and Space Museum
Air and Space Museum 
Air and Space Museum
Há muitos turistas em todos esses museus. Muitos do próprio país, conhecendo a sua capital. Depois disso, fui andando e passei pelo obelisco gigantesco, pelos memoriais de guerras e finalmente, o Abraham Lincoln Memorial. Infelizmente, o grande lago que reflete a imagem do obelisco e Capitólio estava em reforma.

Smithsonian Castle
Obelisco
Memorial da 2ª Guerra 
Memorial guerra do Vietnã 
Memorial de Abraham Lincoln
Memorial de Abraham Lincoln
O lago reformando...
Memorial guerra da Coreia
Com o dia já terminando, fui ali atrás do memorial de Abraham Lincoln assistir ao pôr-do-sol. Agradecer a Deus por mais um dia e por poder viajar e conhecer novos lugares. Ser grato por chegar onde cheguei e aguardando novas mudanças, positivas, em minha vida.

Pôr-do-sol em Washington DC
Contemplativo
O dia, nessa época do ano, termina lá pelas 20h30. Depois, ainda caminhei até a parte da frente da Casa Branca. No caminho ao hostel, que era ali pertinho, parei para comer num restaurante mexicano. Nos EUA, o lugar que eu mais comia era em restaurante mexicano, porque a base alimentar deles é de milho, o que facilita muitíssimo a vida de um celíaco. Cheguei ao hostel, ainda troquei uma ideia com o pessoal. E fui dormir cansado e feliz. Dia seguinte, ônibus para Philadelphia, onde eu me hospedaria na casa de uma pessoa do couchsurfing.

White House

Mexican Food


Ferroviária de DC
Policiais com suas Harley Davidson.
No dia seguinte, acordo cedo como de costume. Pratico o kriya yoga. Só por alguns dias não pratiquei. Os demais, consegui me determinar e cumprir com minha meditação. Peguei metrô até a ferroviária e caminhei até a rodoviária. Pronto. Em 2 horas, Philadelphia. Tudo a postos para me encontrar com Jenn, minha anfitriã em Philly, como preferem nomear a cidade. 


segunda-feira, 14 de maio de 2012

New York City (NYC) - Parte 2

Após o domingo em família, mais um dia para explorar essa cidade tão interessante. O que mais gosto daqui é andar do jeito que quero, como quero, de acordo com meu estilo. Ninguém fala nada, nem olha estranho, nem nada disso. Aqui é a cidade mais multicultural que já estive. Gente de tudo quanto é jeito! E de todos os países. Isso pra mim é incrível! Bem legal vivenciar isso. A imagem que mais representa essa sociodiversidade é um cartaz que tem nas propagandas do metrô.

NYC Subway
NYC Subway

Novamente, acordar e caminhar até a estação de Maplewood. Ali, o trem passa pontualmente na hora marcada. Basta olhar num mapa de horários e aparecer lá. O bilhete é vendido por uma máquina, ao preço de R$ 7,00 cada viagem. Eu sempre comprava ida e volta já. Quase 40 minutos até Manhattan. Dali, o metrô até a estação mais próxima ao Museum of Natural History. Parei primeiro num supermercado para comprar coisas pra comer. Em seguida, explorar o grande museu. Eu já o havia visitado em 2001, mas não lembrava bem. Agora fui olhando e gravando em minha memória com mais atenção. Além das ossadas completas de dinossauros, há seções inteiras dedicadas às diferentes culturas. Claro, a parte do Brasil é a respeito dos índios da Amazônia.

Ametista gigante brasileira em NYC
Cultural centroamericanas
Ayahuasca
Tiranossauro Rex
Índios norte-americanos
 Fiquei apenas a parte da manhã, pois logo mais à tarde eu tinha um encontro marcado pro 9/11 Memorial. Deve-se comprar o ingresso pela internet, com hora marcada. Faz-se uma doação do valor. Cheguei até lá um pouco atrasado e nem falaram nada do horário. Isso é mais para um controle do número de pessoas no recinto. O memorial é bem simples. No lugar das duas torres há um grande buraco, onde jorra a água e cai em uma fonte. Na beira das duas grandes piscinas há os nomes dos que morreram no atentado. Mais um entre os inúmeros tristes episódios de mortes de inocentes. É bem rápida a visita a esse local. Não há muito o que ver. E agora estão construindo 5 torres ao redor de onde está o memorial. Cada uma num formato diferente. Pra variar, uma delas será a maior da cidade. E aposto que à prova de avião!

Freedom Tower
9/11 Memorial
Em seguida, finalmente fui às compras! O lugar escolhido? Century 21, ali do lado do memorial. De fato, os preços são de deixar qualquer um doido. Nas araras, 85% de brasileiros. Todo mundo comprando muito. Nós somos os principais gastadores nos EUA. Por isso o país tem facilitado ao extremo a emissão de visto. Eles nos querem pelo nosso dinheiro. E nós os queremos pelos produtos baratos. Aquela calça Levis que no shopping custa R$250,00, ali custa US$30,00. É muita diferença. E por ai vão os preços. Eu comprei apenas o que estava precisando. Não sou lá de ficar comprando besteira. Mesmo porque de tempos em tempos eu faço doação de parte do que tenho. Eu que só fui ver, acabei ficando horas olhando tudo! De fato, ali a gente é capturado pelo instinto consumista. Mesmo me controlando, na hora de pagar ainda deixei algumas coisas pra trás.

Century 21: o templo do consumo
O lance do capitalismo é que para que eles sejam os principais consumidores do planeta, em outro lado as pessoas têm que passar necessidade. Enquanto eles são a terra do descartável, nós temos que fazer reciclagem e controlar a emissão de poluentes. É por isso que o brasileiro fica doido: chega-se ao centro do consumismo, onde estão os principais templos das compras. Tudo é do bom e do melhor, com preços acessíveis a qualquer um. Assim é esse sistema econômico de trocas mercantis e simbólicas. Como eu estava no centro, tratei de aproveitar. Quando eu voltar pra periferia, retomo a vida de privações e idealização por certos produtos caros.

Para finalizar o dia, fui estar com minha família. Todo dia eu fazia isso: durante a manhã e uma parte da tarde, conhecer a cidade. Fim de tarde e noite, estar com meus familiares, que também estavam como eu, visitando os EUA. Janta, risada, conversas. Nada como o calor da família sul-americana!

No derradeiro dia de visita a NYC, desse primeiro tempo, fui cumprir uma missão. Ir ao Clock Tower Museum, buscar um catálogo da exposição realizada há alguns anos pelo meu amigo Roberto Evangelista. Cheguei lá e nada. Muito triste.

Clock Tower Museum
EM seguida, tive alguns imprevistos. Terça-feira. Dia de visitar bem o Metropolitan Museum of Art (MET). Combinei de levar meu mochilão até onde estava meu irmão e deixar a maioria das coisas lá. No dia seguinte, eu iria pra Washington DC só com uma mochilinha. Até ai, tudo certo. Vou caminhando até o MET. Começa a chover. Eu, com minha capa de mochilão, um guarda-chuva pequeno e as botas impermeáveis. Até ai, tudo bem. Pego a fila enorme do museu. Na entrada, um rude guarda me barra. Não tenho onde deixar o mochilão! Então, a saga de ir até o abrigo de meu irmão, deixar as coisas e voltar ao museu. Nisso, perdi um tempo de visita. Mas tudo bem, pois não era longe. Foi só a amolação de andar a toa. Finalmente, volto ao MET. E fico até fechar, às 17h aproximadamente. É gigante o museu! Tão grande que nem explorei ele inteiro. Cansativo. Muitas seções. Várias épocas e culturas. Fiquei bem impressionado. É um museu que vale muito a pena. Igualmente, eu já havia visitado em 2001.

MET 
Egípcios
Pintura 
Escultura
Povos da Oceania
Saguão do MET
Arte oriental
Relembrando o Oriente Médio 
Escorpião
VanGogh
Fim de tarde com a família. Arrumar a mochila pequena emprestada por meu irmão para os próximos dias. Na quarta-feira, bilhete de ônibus pela Greyhound direto a Washington DC. O trem estava caro de mais. Dois dias por lá, mais dois em Philadelphia. Voltar a NYC e em seguida ao Brasil.