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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Mochilão Sulamérica - Chile - Parte 1

CHILE
20.Agosto. Na fronteira, revista e não passou frutas, mel, quinoa, folhas de coca e comidinhas. 13h30 no Hostel Matty 7000 CHP em quarto compartilhado. 1 U$ = 689 CHP. Trocamos uns U$400,00. Almoço 3500 CHP.
ENGANAÇÃO: agência FLAMINGO TOURS. Chegamos e logo fechamos vários passeios, para aquela tarde e mais 2 dias. 9000 CHP Valle de la Luna. 40000 CHP piedras rojas + lagunas altiplánicas. 17000 CHP noite astronômica. Voltamos do passeio do Valle de La Luna e não nos deram o recibo e ainda foram super grosseiros. Estávamos tão cansados que decidimos ir embora na manhã seguinte. Nos devolveram apenas uma parte do dinheiro. Já tínhamos comprado ônibus pra dali 2 dias. Nos devolveram 90%.

IMPRESSÃO GERAL de San Pedro de Atacama. Não há pessoas do lugar. Há gente que vai pra lá ganhar dinheiro com o turismo. Muita gente grosseira. Tudo é comercializado. Muito turista folgado. Achei péssimo. Para quem visitou Bolívia e o salar de Uyuni, não perde nada. Deveria ter ido à polícia do turista denunciar a falcatrua. Mas simplesmente fomos embora.



quinta-feira, 24 de março de 2011

Mochilão Sulamérica 2006-2007: Chile

Peguei o ônibus que saiu de Salta, passou por Jujuy e me pegou no trevo de Purmamarca. Na real, no trevo da estrada que segue reto para Tilcara e bifurca para Purmamarca. No caminho, passamos pela Salina Grande. Eu não fui até lá porque iria ver o maior salar do mundo em uns dias, o Salar de Uyuni. Na fronteira, apresentei meu RG e entrei facilmente no Chile. Era dia 02 de Janeiro de 2007. O ônibus seguiu por uma grande reta e fui avistando as vastas planícies altiplânicas daquela região chilena. Finalmente, chego em São Pedro de Atacama.

São Pedro de Atacama
Procurei logo o Hostel International da cidade. Na internet, eu já havia visto também outros 2 hostels, por preços em conta. Fui a um deles e uns italianos folgados me receberam. Nem quis ficar naquele lugar. Em seguida, procurei o outro, mas não encontrei. Fui ao HI Hostel mesmo, com seus triliches. A recepcionista era simpática, mas os serviços do local bem precários. E o dono do estabelecimento bem chato. São Pedro de Atacama só tem uma rua principal, cheia de agências de turismo e restaurantes caros. Lembro que o preço dos pratos eram 5000 da moeda chilena. Na primeira noite fui jantar com um brasileiro que estava no hostel, detestando o lugar. No dia seguinte ele se mandou para outro lugar. Eu acabei ficando ali mesmo. Nesse dia, fechei os passeios para os 2 dias seguintes. Acordei cedo e fiz o passeio que vai ao salar do atacama, às lagoas altiplânicas e umas cidadezinhas ali perto.
Salar de Atacama

Salar de Atacama












O salar do Atacama é uma pedras de sal que brotam do chão. Há umas pequenas lagoas tóxicas também. E muitos flamingos rosa. Em seguida, as lagoas altiplânicas Meñiques e Miscanti. Sobe-se até mais de 4200m e lá estão elas. Imperando no silêncio, rodeadas por vulcões. A vegetação amarelada. Um cenário bem interessante.

Lagunas altiplánicas: Meñiques y Miscanti

Meñiques



Miscanti












Depois disso, fomos comer em um restaurante agilizado pela agência de turismo. Em seguida, visitar Socaire, uma cidade pitoresca, segundo está escrito na placa de entrada. Há igrejas antigas e gente simpática.

Vendedora Atacameña

Igreja Atacameña















Fiz o passeio com um casal de chilenos, um casal de gays (um do chile o outro finlandês), um casal brasileiro (a mulher com uns 40 e poucos, o cara dançarino de axé de 20 e poucos). Pense! De noite, combinamos de fazer sand board nas dunas do deserto. Foi eu, o casal de brasileiros e mais uma norte-americana que saiu a primeira vez do país. Ela estava bastante assustada. E a cada momento eu fazia piadinha de que estávamos na parte subdesenvolvida do continente... E o guia, que nos levou até as dunas, passando ilegalmente pelas barreiras. Lá nas dunas, dei muita risada com o guia brincando com o dançarino de axé. O casal colocou um iPod com som. Mas nas tantas, o guia pediu silêncio, para escutarmos o silêncio. E pude escutar o silêncio. Não me lembro de ter tido outras ocasiões em que escutei tamanho silêncio. No dia seguinte, aluguei uma bicicleta e sai pedalando pelo deserto do Atacama! Fui até uma ruína de povos atacameños. Levei bastante água, claro.

Pueblos atacameños

Ruínas atacameñas

















Dali, segui para um memorial. Caminhei por uma trilha montanha à cima. Esse memorial foi do povo que ali habitava. Chegaram os invasores e degolaram várias pessoas. O povo então se perguntou "Deus, por que nos abandonastes?", tal qual dizem que Jesus, na cruz, falou na hora da morte. O memorial feito é uma forma de reparar essa mágoa histórica. Fazer as pazes com Deus.

Memorial

Vale de Marte

















Eu estava sozinho ali. Eu e a natureza. Em conformidade com os ares que o lugar inspirava, fiz uma "saudação ao sol", do yoga. Foi muito legal. Senti-me muito bem. Desci, pedalei novamente até a cidade. Procurei um restaurante algumas ruas pra lá da rua central. E o preço: 2000. Uma bela diferença. De tarde, havia pago o passeio para o vale da lua, vale de marte e outros lugares ali perto. Durante o dia pude ver o tamanho das dunas que desci no sand board. E vi porque fiquei dolorido do tombo que tomei!


Valle de la luna

Valle de la Luna

Valle de Marte

Valle de Marte






















E no fim do dia, fomos para um lugar ver o pôr-do-sol. De noite, umas voltas pela cidade. E, na manhã seguinte, o passeio de 3 dias de São Pedro de Atacama até Uyuni, passando pelas lagoas coloridas, desertos e salar de uyuni.

las 3 marias

En el desierto