domingo, 5 de fevereiro de 2012

Macapá, capital do Amapá

E finalmente chegou o dia de completar o 20º estado brasileiro. Desde que voltei da viagem pelo Oriente Médio, vim determinado a ampliar o número de estados que conheço. Em 2010, ainda me faltava 2 para completar. Então, nesse mesmo ano, fui para Goiás e inteirei o 19º. Ficou faltando 1 ainda.

Por ocasião de um convite profissional, fomos eu e minha chefe para Macapá, capital do Amapá, dar um curso a respeito de levantamento socioambiental. Saímos domingo de madrugada. O voo faz escala em Santarém e para em Belém. Depois, outro voo de lá para Macapá. Chegamos à tarde. Eu quebrado do final de semana puxado. À noite, janta com a comida típica local: camarões!

Nos 2 dias seguintes, acordar cedo e ministrar o curso. Na janta, mais iguarias locais. E mais e mais camarão. Tem o camarão "pitu", o "rosa" e mais um outro que não lembro o nome. E peixes amazônicos, que são uma delícia. Toda noite eu voltava estufado para o hotel.

Em um dos dias, na hora do almoço, dei umas voltas pelo centro. Tirar umas fotos e comprar umas lembrancinhas. A cidade é muito agradável. À beira do rio Amazonas. Venta o dia todo, o que faz a sensação do calor diminuir. Tem a Fortaleza de São José, o trapiche, o estádio Zerão (cujo meio de campo é a linha do equador) e o Marco Zero, onde marca-se o 0º. As pessoas me pareceram agradáveis e vi gente de boa aparência. As ruas são amplas. Os quarteirões são quadrados, de modo que fica bem difícil se perder. Fiquei com boa impressão da cidade.

Pra quem acha Macapá o fim do mundo se enganou. Macapá é bem no meio do mundo!

E agora, mochileiro da categoria diamante.

Camarão pitu

Orla de Macapá

Trapiche

Fortaleza de São José


Mercado central

O trapiche

Barcos no rio Amazonas


São José

Teatro

Ruas do centro

Pertinho da Guiana Francesa

Eu trabalhando

Casa do Artesão

Não é o fim do mundo. É o meio do mundo!

Marco Zero


Estádio Zerão

domingo, 29 de janeiro de 2012

Praia de Açutuba

E nesse final de semana decidi levar os primeiros couchsurfers de meu apartamento para a praia! O casal de franceses, Justine e Tom. Estudantes intercambistas que vieram ao Rio Grande do Sul estudar por 1 ano. E nas férias escolares, conhecer o Brasil.

Fui pegar eles no aeroporto! No dia seguinte, fomos para Açutuba, uma praia que fica no município de Iranduba, cidade vizinha a Manaus. Levei a Claudinha também, uma amiga do Instituto onde trabalho. Basta pegar a ponte rio Negro e seguir uns poucos quilômetros. Passa da entrada de Iranduba e segue mais alguns quilômetros. Há uma placa enorme indicando onde entra. Segue mais um pouquinho e pronto, chegou!

É uma praia de rio, à beira do rio Negro. Bem lindinha. Vazia deve ser paradisíaca. Por estarmos em época de chuva aqui no Amazonas e esse dia fez sol, estava simplesmente lotada. A água meio quente até. Foi legal levar o casal de gringos conhecer as praias amazonenses.

No dia seguinte, eles visitaram o centro da cidade. No outro, alguns museus. E, finalmente, no terceiro dia seguiram viagem para Belém, onde uma amiga os esperava. O Tom gostava de cozinhar. Fez pão 2 dias seguidos. Eu, que sou intolerante ao glúten, apenas observei. E me encorajei. E acabei fazendo uma receita de pão sem glúten. E ficou uma delícia, modéstia a parte. Eles também cozinharam uma janta pra mim. Estava bom. Depois dessa primeira experiência, restringi a apenas 1 visitante por vez. Além deu só ter 1 cama, a casa fica cheia de mais com 2 pessoas além de mim. O saldo final foi positivo.

Cláudia, Tom, Justine e eu


Praia de Açutuba

Águas do rio Negro

Dia de sol

Não, não é o boto..

Ponte rio Negro à noite

domingo, 8 de janeiro de 2012

Presidente Figueiredo

E no primeiro final de semana do ano, aquele clima de quase tédio em Manaus.. eu entro no facebook para ver meus recadinhos e, de repente, puxo conversa com a Fernanda, que pratica Shivan Yoga na mesma turma que a minha. Compartilhando as agruras de viver nesta terra e, principalmente, de sair de férias, ter experiências fantásticas, ver gente bonita e interessante pra todos os lados, conversamos que ter de voltar pra rotina diária desta cidade é um tanto puxado para os nervos. Papo vai, papo vem, lembramos que ao redor de Manaus há boas opções de turismo e lazer. Foi então que veio o nome de Presidente Figueiredo, localizada a aproximadamente 100km daqui.

À noite, fui no aniversário do colega de casa do Gabriel, que também pratica Shivan Yoga com a gente. Convidamos mais a Débora e pronto. Domingo combinamos 8h30 para sair. Saímos mesmo 9h30. Abastecer o tanque do carro. Calibrar pneus. Verificar as provisões alimentares. E lá fomos nós, pela BR-174 rumo a Presidente Figueiredo.

Chegando lá, após 1h30 de viagem, numa estrada em boas condições de conservação, mas sem acostamento, fomos direto ao CAT (centro de atendimento ao turista). Pegamos o mapinha que indica onde estão todas as cachoeiras da região. Escolhemos ir na cachoeira da porteira. Antes, parada estratégica para comer as delícias de um café regional: tapioca com queijo coalho, tucumã, banana, castanha da amazônia, com suco de tamarindo.

Marcelo, Gabriel, Débora, Fernanda

Café Regional

igarapé
Cachoeira da Porteira

Lanchinho


Na cachoeira

Mais alguns minutinhos de carro, pela estrada de Balbina, até chegar à propriedade particular onde está a cachoeira. Pagamos R$ 5,00 para entrar. O igarapé é de água preta. Há 2 quedinhas d'água, onde se pode entrar e tomar banho bem de baixo das pequenas cachoeiras. Há uma pedra, de onde se pode saltar na água. E é isso. Foi um passeio agradável. Gostei do banho de cachoeira. Bom para renovar as energias! O ruim foi que, antes de chegarmos, caiu uma chuva. Durante a estadia, fez sol. E na hora de ir embora, chuva de novo. Antes de voltarmos, lanchinho coletivo! E durante a viagem, sono forte e trânsito já perto de Manaus. Foi bem legal. Com certeza outras viagens dessa virão. Rachando os gastos, ficou bem baratinho o passeio. Até explorar todas as cachoeiras vai demorar. Ou seja: muitas idas à Presidente Figueiredo!

Manaus

Novamente, na capital da floresta amazônica. Que me desculpem os paraenses, que consideram Belém a metrópole da Amazônia. Mas aqui é bem no meio da floresta. Um ponto central da grande mata. Além disso, o estado do Amazonas possui praticamente toda sua área verde intacta. Quando se chega a Manaus, percebe-se a imponência da natureza. A floresta enorme ao redor da grande cidade. Os rios Negro e Solimões, no espetáculo do encontro das águas. Apesar disso, a capital é uma cidade como todas as outras. Nisso não difere em nada.

Voltar pra cá, em meu lar. Meu trabalho. Alguns bons amigos. Minha religião. Firmando raízes. Isso é bom.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

São Paulo

Vim para São Paulo, passar as festas de fim de ano com minha família. Como todo ano, costumamos passar o natal juntos. O ano novo já é cada um por si. Nestes vim que vim para cá, aproveitei para ver alguns poucos amigos, assistir uns filmes no cinema, comprar livros, estudar e escrever um artigo científico, encontrar com os parentes, estar com meus pais e baixar vários filmes. Aproveitei também para tirar o visto para um país que, em breve, irei visitar, se Deus quiser.

Na verdade, fiquei mais em casa. Ando bastante caseiro ultimamente. Também aproveitei para ler o blog de Marta e Kuba, um casal de poloneses que conheci durante minha viagem pelo Oriente Médio, entre Abril e Junho de 2010. Somente agora descobri o blog deles, em que relatam a viagem ao redor do mundo durante 1 ano. Cruzei com eles no início de Maio de 2010. Terminaram a viagem em Agosto de 2011. Ler esse relato me fez reacender a chama de um sonho que tenho...

Na noite de natal fomos ao interior de São Paulo para passar natal com uma prima, seu marido e filha. Legal foi a esperada do papai noel, que apareceu e fez a alegria de minha priminha! Dia seguinte, relaxar, comer e dormir!

E assim se termina mais um ano. Recapitulando, fiz algumas boas viagens: em Janeiro eu estava no Sul do país, de veraneio nas praias gaúchas. Em Março, voltei a morar em Manaus, Norte do País. Uma mudança radical, neste país continental. Entre Abril e Junho fui a uma expedição científica, pelo interior da Amazônia. Foram 2 meses a bordo de um barco, navegando pelo rio Solimões, rio Javari, rio Quixito, rio Itacoaí, rio Riozinho e rio Jutaí. Em Agosto, uma rápida passagem pela Argentina, visitar meus parentes. Em Novembro, passeio por Recife durante congresso da psicologia. E, enfim, Dezembro, novamente em São Paulo. Realmente, tenho que admitir que viajo muito! Que 2012 seja repleto de viagens e ótimas surpresas!

Eu, Livia K, Eiko e Tiago.

Helo, eu e Eiko.

Papai noel e Maria Alice

Paulo, Cristina, eu, pai, mãe, Bruno e Maria Alice

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Recife - Encontro da ABRAPSO

E lá fui eu para mais uma viagem. A data do Encontro Nacional da ABRAPSO (Assoc. Bras. de Psicologia Social) foi entre 12 e 15 de Novembro de 2011. Eu havia me inscrito desde julho do mesmo ano. Tive 2 trabalhos aprovados. Então tive que ir pra lá! Comprei bilhetes promocionais da Gol, uns meses antes e por isso foi bem baratinho.

Inicialmente, falei com minha grande amiga Marjorie, para me receber na casa dela. Uma semana antes, ela avisa que vai viajar com o namorado. Me recomenda hospedar-me na casa da amiga dela, Jackeline. E assim aconteceu. É um pouco estranho ficar na casa de uma amiga da amiga, pois a gente pensa que tem uma intimidade que não existe. A anfitriã, apesar de sua TPM insuportável, me recebeu bem e dei boas risadas.

Eu já havia ido outras 2 vezes a Recife. Numa delas, passei quase 15 dias, após o término da viagem pelo rio São Francisco. Então desta vez, decidi conhecer os lugares que ainda não havia visitado. Passiei pelo centro, conheci o mercado são josé, a casa da cultura, o teatro são luiz, o recife antigo. Apenas um dia fui pra praia: Muro Alto, pertinho de Porto de Galinhas.

O congresso foi bom. Legal mesmo reencontrar os amigos. E legal também é aproveitar a vida cultural de Recife com os amigos. Além disso, assisti a uma sessão de aniversário de núcleo da União. Foi muito boa. Reencontrei alguns bons amigos também.

Enfim, fiquei por lá 1 semana. Comprei umas poucas lembrancinhas para decorar minha nova morada. Voltei já cheio de trabalho. Gostei de ter assistido o show do Tom Zé, visto uns filmes legais na mostra de cinema, aproveitado a feira do livro em Olinda, aproveitado o Recife antigo e ter dado risadas com as pessoas que conheci.

Voltei para Manaus satisfeito. Agora, que venha a próxima!

Avião

Mercado São José

Centro

Casa da Cultura - antigo presídio

Jackeline, Mavie e eu

Recife Antigo

Olinda

Marjorie, eu e Jackeline em Muro Alto

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Argentina - Tucumán

Em Agosto deste ano estive na Argentina, apenas por 1 semaninha. Foi uma passagem relâmpago pela terra de minha estimada mãe. Ela nasceu e se criou em Tucumán, ao noroeste argentino. Já faziam 5 anos que não os visitava. Eu havia prometido para mim mesmo que, assim que eu tivesse condições de tempo e dinheiro, iria passar por lá. E assim fiz no início de Agosto, após eu ter concluído mais um projeto profissional.

Peguei um voo da Gol, que parou em Porto Alegre para conexão e de lá direto a Cordoba. Meu tio nos esperava, no frio abaixo de zero!! Eu estava congelando! Recém-chegado de Manaus em SP, ainda não estava acostumado com o frio. Fui direto pra um frio forte. Quase eu viro cubo de gelo! Passamos a noite dirigindo. Ainda durante a manhã chegamos em Tucumán.

No primeiro dia, passei frio, muito frio. Só descansei e à tarde visitei meus parentes. Tive tanto frio que voltei tremendo para casa, antes mesmo do resto dos tios e primas chegarem. No dia seguinte cedinho fui comprar roupas de frio. Finalmente estava abrigado!

Nos outros dias, me encontrei com uma pretendente. Já a conhecia fazia praticamente 1 ano. Amiga da minha prima. Enquanto eu ia passear no centro da cidade, visitar os lugares históricos, eu ia conversando com ela e podendo trocar ideias pessoalmente. Tucumán é o jardim da república. Foi nesta cidade que a Argentina se tornou independente. Tem a casa histórica, onde foi proclamada a república e a primeira constituição. Além disso, há muitos artesanatos das culturas indígenas locais, exterminadas pelos espanhóis. Aqui é uma região muito interessante. O mundo andino inicia aqui. As montanhas se elevam à beira da cidade. O altiplano cresce a partir de Tucumán. 

Em relação à mocinha, foi legal enquanto durou. Conheci a família e até mesmo o cachorro! Mas essas relações à distância já não me animam muito. A não ser que fosse um amor avassalador.. Não foi o caso. O relacionamento já estava estranho antes deu ir. Na verdade, fui para ver no que dava. Foi bom apenas enquanto durou. 

Já meus parentes, esses eu estou com muita saudade até agora. Foi muito pouco tempo de convivência. Meus primos de primeiro grau tendo filhos!! Minhas tias ficando velhas. A vida seguindo seu rumo. E eu, aparentemente, continuo nas viagens... quando não mundo a fora, no mistério das profundezas do espírito.

Voltei a São Paulo para mais outro congresso da minha área e vim para Manaus. Minha nova base. Onde estou firmando raízes. E até a próxima viagem!

Plaza Tucumana

Congresso

La paz, siempre!

Lugares lindos

Argentinos inconformados..

Quase ingleses!

Força!

Perto da Casa Histórica

Patrícia, tio Gordo, tia Pampi, tio Augusto

Paula, prima querida

Vida noturna

Mercedes Sosa

Daniela, prima querida

Movida tucumana

tio Augusto, Adrián, Paola, seu namorado e Lautaro

Em cima: Julieta, Paola, Daniela, eu, Paula, Lourdes. Abaixo: Agostina e Mariana

Tia Pampi, tia Olga, Daniela, Lourdes

Mais uma viagem...